terça-feira, 8 de setembro de 2015

Jantar março 2015

Após a versão Italiana de fevereiro, março representou o regresso ao modelo tradicional. Não deixou de ter a especifidade de termos connosco o Cláudio Faria, que nos veio mostrar 1 vinhos do seu projeto no Douro: Vinhas do Tua. Foi do agrado geral e mostrou bem o adn da região. Da nossa parte, muitas felicidades para o Cláudio.
O início foi com espumantes. De Távora-Varosa veio o Terras do Demo Pata de Lebre, topo de gama do produtor, espumante de aromas delicados, mas encorpado na boca, com volume a pedir comida acompanhar. Agradável, mas não entusiasmou, talvez por este diferença de perfil. Seguiu-se o Gutturnio Frizante Italiano, da região de Colli Piacentini. O estilo era diferente do que temos provado daquele país, mas vem de uma região onde se produzem tintos semelhantes aos da região dos vinhos verdes. Vinho frutado e agradável, passou bem no teste de mostrar algo diferente.
Seguiu-se o capítulo brancos, com o Quinta da Romaneira 2013 a iniciar. Mostrou delicadeza no nariz frutado e floral, com boa frescura e corpo médio na boca. Algo tímido, ainda não revela todo o seu potencial, mas a qualidade foi reconhecida e o vinho apreciado. Continuámos no Douro com o D. Berta Creoula 2011, varietal de rabigato, casta tradicional que se vê cada vez mais a solo. O vinho estava muito bom e foi aprovado por unanimidade. Cor palha, aromas complexos, com notas especiadas, balsâmicas e de madeira, na boca, fresco e com alguma textura, final médio. Muito bom. Ainda havia mais um branco para prova e descemos até Setúbal. A Casa Ermelinda Freitas fez um Sauvignon Blanc / Verdelho da colheita 2013 que teve muito boa presença no jantar. Ainda juventude nos aromas frutados e florais, mas com frescura muito agradável na boca, em bom equilíbrio. Uma combinação diferente que agradou.
O capítulo tintos foi mais longo, com 5 vinhos à prova. O arranque foi um merlot da região do Tejo que agradou e mostrou um relação qualidade/preço muito interessante. Chama-se Quinta da Lapa e provámos a colheita 2012. Cor rubi e aroma frutado, depois muito bem na boca, com sensação de volume, frescura, taninos amigáveis e elegância. Muito prazer na prova e alguma consensualidade. Boa surpresa. Viagem até ao Douro para o Duorum 2012. Um vinho que acabou por dividir um pouco os convivas, com alguns mais entusiasmados do que outros. A qualidade estava lá, na complexidade dos aromas, a estrutra de taninos redondos e o belo equilibrio na acidez. Em termos de prova não reuniu consenso. Seguiu-se o 370 Léguas 2013, lote com as castas tradicionais do Douro, que dentro de um segmento médio se mostrou bem. Franco nos seu aromas frutados e florais, mostrou elegância na boca que agradou.
Descemos depois até ao Alentejo, onde a Quinta de Plansel faz um varietal de Touriga Nacional. Colheita de 2009, portanto, já apresentou o lado positivo da evolução. Complexidade nos aromas, bom corpo, taninos redondos, acidez equilibrada e elegância de um vinho polido. Foi de agrado geral, com classificações a chegarem ao excelente. Belo vinho. Fecho com o Vinhas do Tua, que o já referido convidado nos trouxe e criou algum frissom. A prova mostrou o caráter Duriense nos aromas, mas o corpo generoso, a boa estrutura de taninos redondos e uma frescura bem equilibrada entusiasmaram e elevaram as calssificação. No final, a revelação de um PVP perto dos €7,00 foi uma agradável surpresa. Muito bom.
Fecho com o Poças 10 anos, um tawny muito bom que mostou a qualidade que tem sido reconhecida e o prazer na prova que tem conferido uma muito merecida notoriedade. Muito bom.
Nome Vinho Ano Tipo Castas Região Produtor Preço Prateleira Nota
Terras do Demo Pata Lebre 2009 Espumante
Távora-Varosa Coop. Agrícola Távora 16,00 € 16
Gutturnio Frizante 2011 Tinto Barbera (60%), Croatina (40%) Colli Piacentini Az. Agr. Solenghi Gaetano 9,00 € 16
Quinta da Romaneira 2013 Branco Malvasia Fina, Gouveio Douro Quinta da Romaneira 18,00 € 16,5
D. Berta Creoula 2011 Branco Rabigato Douro Hernâni Verdelho 13,00 € 17
Casa Ermelina Freitas 2013 Branco Sauvignon Blanc, Verdelho Península Setúbal Ermelinda Freitas 10,00 € 17
Quinta da Lapa 2012 Tinto Merlot Tejo Agrovia 5,00 € 16,5
Duorum 2012 Tinto
Douro Duorum Vinhos 11,00 € 16
370 Léguas 2013 Tinto Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinta Roriz Douro Goanvi 5,00 € 15,5
Plansel Selecta 2009 Tinto Touriga Nacional Alentejo Quinta da Plansel 22,00 € 17
Vinhas do Tua 2013 Tinto Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz Douro Douro Aniães Unipessoal 7,00 € 17

terça-feira, 30 de junho de 2015

Jantar fevereiro 2015


O jantar de fevereiro foi diferente e bem especial. Se os vinhos Italianos têm marcado presença assídua, desta vez fomos mais longe: o nosso estimado Marco Giorgetti assegurou pratos e vinhos de Itália, mais especificamente do Piemonte. Foi o mais internacional dos nossos jantares e excelente: comida ótima, vinhos gastronómicos e de grande qualidade, o que proporcionou, naturalmente, um fantástico momento.
O Piemonte situa-se no noroeste de Itália, junta à fronteira com a França, circundado a norte e oeste pelos Alpes e protegido do vento mediterrânico do sul pelo Appennino da região da Ligúria (fica um pouco abaixo). Tem como capital Turim. No Piemonte temos várias regiões vínicas, algumas bem conhecidas, como Langhe (património UNESCO 2014), onde se situam as sub-regiões Barolo, Barbaresco e Asti/Canelli. A região dos Barolo e Barbaresco tem como cidade de referência Alba (Alba Pompeia).
O arranque foi com bolhas. Em Itália, além do mais conhecido Prosecco (produzido com o método Charmat-Martinotti), existem diversas áreas que produzem espumante segundo o método clássico. Uma destas é a área de Canelli (mais famosa pelo Moscato), que foi a primeira do país a produzir espumantes. O produtor Contratto foi o primeiro a produzir um Millesimée. Começámos com um Contratto Blanc de Blancs 2010, 100% Chardonnay, que se mostrou bem agradável, com cor palha fora do comum, aromas amanteigados, boca suave, fresca e equilibrada até ao final médio. A versão Contratto Rosé, também 2010, foi bem mais do agrado dos convivas. Com complexidade muito atrativa nos aromas, mostra bela cremosidade e boa frescura na boca. Termina longo, muito bom. Um espumante que reuniu aprovação geral.

O capítulo brancos foi com um Vermentino de Toscana, elaborado com a casta Vermentino, cujo teste ADN revelou corresponder à nossa Códega do Larinho. É um vinho de grande prazer na prova, que repetiu presença e sucesso. Cor palha, aromas frutados e minerais; suave, fresco e equilibrado, termina médio. Muito bom. Neste caso, fizemos um desvio à região da Toscana, mais próxima do centro do país.

Mas o Piemonte tem nos tintos o seu forte. A casta Nebbiolo, de quem Júlio César já era grande apreciador, origina vinhos de renome mundial, especialmente os produzidos nas regiões de Barbaresco e Barolo. Não faltaram na noite, obviamente.
Arranque dos tintos com 2 Barbarescos: Vigneto Bordini 2007, de cor grená, aroma complexo, com notas balsâmicas e de madeira. Na boca, mostra corpo médio, uma estrutura de taninos muito forte, que confere alguma adstringência. Mantém-se equilibrado, final médio e muito bom. O caráter seco dos taninos dividiu um pouco os presentes, mas o grande potencial do vinho foi reconhecido de forma unânime; o outro Barbaresco foi o Vigneto Stardere Vursu 2006, cor rubi, aroma mais marcadamente especiado, mas também os balsâmicos e a madeira se mostravam. Presença de boca muito semelhante ao anterior, fresco, equilibrado, super estruturado (alguma adstringência), final médio. Muito bom. Há naturalmente muitas semelhanças entre os vinhos, mas transmitem algumas diferenças ao nível aromático e da adstringência dos taninos: efeito terroir e ano.

Seguiram-se os imponentes Barolo, com um leão no rótulo a transmitir o posicionamento topo do vinhos. O Vigneto Garretti 2010 mostrou uma cor rubi, aromas especiados típicos do Nebbiolo, na boca corpo médio, bela estrutura de taninos redondos e fesco. Termina longo, excelente. As concentração e equilíbrio são notáveis e encantadoras. Naturalmente, aprovação geral. O Vigneto Campe Vursu 2005 subiu ainda mais o patamar. Tempo e terroir contribuíram para uma grande complexidade no nariz e uma presença excelente na boca, mais encorpado, mais polido, fresco e com final longo. Excelência no copo, num vinho de puro prazer. Foi a rendição total, aprovado por unanimidade e aclamação.

Para acompanhar a sobremesa algo mais leve, perfumado e adocicado: um Moscato Biancospino 2014. Este moscato não é espumantizado e estagia apenas 15 dias no autoclave para originar um vinho fresco, adocicado e uma graduação próxima dos 5%. O Biancospino foi, juntamente com o seu irmão Bricco Quaglia, o primeiro varietal desta casta em Itália. Produzido entre as sub-regiões de Barbaresco e Canelli, é um dos melhores do país pela forma como alia a frescura dos brancos de Canelli à força e elegância dos Barbaresco. Um vinho agradável, equilibrado, fácil de beber, para momentos descontraídos ou de socialização.
Em dois dos vinhos provados destacou-se a palavra Vursu. É um termo do dialeto do Piemonte que tem um significado muito especial, na medida em que informa o mundo que o vinho corresponde ao objetivo do produtor. Era mesmo aquele vinho que pretendia fazer.

É difícil exprimir como vivemos a experiência deste jantar, dada a especificidade do que provámos. Resta agradecer ao Marco Giorgetti ter preparado o evento e ao Villazur a disponibilização dos meios logísticos para tal. Só foi possível após meses a experimentar e entender os vinhos do Piemonte, em especial os do produtor La Spinetta, que conquistou uma imagem de grande qualidade no 4 Horas à Mesa.


Nome Vinho Ano Tipo Castas Região Produtor Preço Prateleira Nota
Contratto Blanc de Blancs 2010 Espumante Chardonnay Piemonte Itália G. Contratto 20,00 € 16
Contratto Rosé 2010 Espumante Pinot Noir Piemonte Itália G. Contratto 25,00 € 17
Vermentino de Toscana 2012 Branco Vermentino Toscana Vermentino IGT La Spinetta 15,00 € 17
Barbaresco Vigneto Bordini 2007 Tinto Nebbiolo Barbaresco DOCG La Spinetta 40,00 € 16
Vursu Vigneto Starderi Nuriv 2006 Tinto Nebbiolo Barbaresco DOCG La Spinetta 98,00 € 17,5
Barolo Vigneto Garreti 2010 Tinto Nebbiolo Barolo DOCG La Spinetta 40,00 € 17
Vursu Vigneto Campe 2005 Tinto Nebbiolo Barolo DOCG La Spinetta 110,00 € 18,5
Biancospino 2014 Branco Moscato d'Asti Moscato d'Asti La Spinetta 12,00 € 15,5


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Jantar abril 2014

Novo mês, novo jantar. Em abril 2014, estivemos no Restaurante Industrial, na Maia, um espaço amplo, de um só piso, confortável, com tudo para se usufruir de uma boa refeição. Foi mais um jantar marcante. O restaurante é dos mais reconhecidos na Maia e fez justiça a essa notoriedade com um menu de alta qualidade, apreciado de forma unânime pelos presentes. A acompanhar, o painel de vinhos apresentou-se num nível de qualidade e coesão pouco frequente. Basta verificar que nenhum vinho teve classificação média inferior a 16.
O início foi com um champanhe, Nicolas Feuillat Brut, que mostrou o perfil com ligeira tosta no nariz, a bolha fina, mas com algum volume de boca, boa frescura e final médio. Muito bom, posicionado nos patarmares de preço mais baixos que se encontram em Portugal.
Seguiu-se o arranque dos brancos, com um chardonnay muito agradável vindo de Espanha: Raimat Chardonnay 2012. Tem cor citrina, aroma algo perfumado, com notas florais e vegetais, fresco, suave e equilibrado na boca, termina médio. Voltámos ao nosso país com o Soalheiro Reserva 2010 e foi impressionante. Cor amarelo palha, nariz complexo e hipnótico, em que fruta e madeira já se fundiram e o bouquet começa a mostrar-se. Na boca surge encorpado, ótima frescura, equilíbrio perfeito. Final longo, um vinho excelente, que dá imenso prazer beber.
Passagem para os tintos, que começaram por França e o Chateau Massamier La Mignarde 2009. Mostrou-se agradável, com a sua cor rubi, aroma frutado e nuances vegetais, suave na boca, taninos polidos e frescura mediana, final médio. Elegante, suave, agradável, falta-lhe apenas um pouco de frescura. Curiosamente, fez lembrar algo de Douro. Seguiu-se o Brites & Aguiar 2011, topo de gama da casa. Cor rubi, aroma frutado, especiado e notas de madeira, na boca bem fresco e estruturado, com taninos bem presentes, embora não particularmente encorpado. Final longo, muito bom. Um vinho cheio de potência e juventude, que parece apostar na longevidade e elegância. Uma viagem até Itália trouxe-nos um vinho da casta Barbera d'Asti: Solus Ad Superiore 2007. Mesmo com um perfil muito próprio, conveceu os presentes, que apreciaram a elegância e a complexidade especiada do vinho. Cor rubi, aromas com fruta, especiarias e notas de madeira, encorpado, taninos polidos, frescura média, final médio. Um vinho muito bom, que mostra um preço não muito alto (considerando que é importado).
Para acompanhar a sobremesa veio um Sauternes, Thomas Barton Reserve 2005. À obrigatória Sémillon juntou-se a não menos famosa Sauvignon Blanc e deu um belo resultado. O vinho apresenta cor dourada, aroma complexo, com o lado frutado acompanhado de balsâmicos; na boca encorpado, fresco e bem equilibrado, até ao final longo. Um vinho muito bom, com uma bela frescura e bem agradável na prova. Em termos de pontuação apenas foi ultrapassado pelo Soalheiro Reserva.
Ficam renovados parabéns pela casa e agradecimentos pela receção ao restaurante Industrial, bem como o resumo quantificado da prova cega por 7 felizardos convivas.

Nome Vinho Ano Tipo Castas Região Produtor Preço Prateleira Nota
Nicolas Feuillat Brut
Champanhe Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier Champagne Nicolas Feuillat 30,00 € 16,5
Raimat Chardonnay 2012 Branco Chardonnay Costers del Segre Castell de Raimat 12,00 € 16
Soalheiro Reserva 2010 Branco Alvarinho Vinhos Verdes VinuSoaleirus 25,00 € 18,5
Chateau Massamier La Mignarde 2009 Tinto
Ap. Minervois Controlée Chateau Massamier La Mignarde 12,00 € 16
Brites & Aguiar 2011 Tinto
Douro Brites e Aguiar 30,00 € 16,5
Solus Ad Superiore 2007 Tinto Barbera d'Asti Canglui, Itália Contratto 13,00 € 16,5
Thomas Barton Reserve 2005 Colheita Tardia Semillon, Sauvignon Blanc Ap. Sauternes Controlée Thomas Barton 25,00 € 17

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Visita à Quinta do Encontro e EVS Bairrada


Passou-se demasiado tempo desde a última saída do 4 Horas à Mesa, as vidas estão intensas e a organização de um dia em passeio estava a sofrer com isso. Mas não há mal que dure sempre, isto porque começou um movimento de fundo a reclamar por ação, o que originou um murro na mesa e a decisão firme: tem que ser, está na hora! Depois do processo habitual - onde, quando, quem, como – chegou-se à primeira conclusão: EVS Bairrada. A feira abre à tarde, portanto, temos a manhã para visitar um produtor e almoçar. A Quinta do Encontro surgiu como a melhor opção por motivos bem simples: produtor com portfolio diversificado, adega estilizada e possiblidade de almoçar no local (componente enoturística).
Tudo combinado, transporte tratado, arranque de Vila do Conde no dia 4 outubro 2014. Chegámos à Quinta do Encontro pontualmente às 11h30. Fomos recebidos da melhor forma, com um welcome drink (espumante Quinta do Encontro 2010), muito agradável.
Inicia-se a sessão com a visita à adega e logo com um percurso numa longa rampa circular (soubemos depois que por inspiração num saca rolhas). No local onde tudo acontece, a Eng Cristina mostra e explica em detalhe o processo produtivo, sempre com uma simpatia contagiante e paciência para as questões de um grupo de leigos no tema. 
Adega espaçosa, bonita, onde as cubas com os vinhos em elaboração (atentamente controladas por enóloga e computador) são rodeadas por um corredor com o néctar em repouso, seja em garrafa, seja em barrica (utilizam carvalho francês). Por ali passa tudo: espumantes, brancos e tintos.
 Hora de subir e avançar para o almoço. Numa sala bem iluminada, leve, muito agradável, espera-nos uma mesa de banquete e um menu com harmonização de vinhos. Todas as condições necessárias para um momento de convívio estavam reunidas. 
É claro que aproveitámos: saboreámos a boa comida e os bons vinhos servidos, portanto, a conversa descontraída e alegre instalou-se e o mundo exterior desapareceu por 2 horas e meia. Difícil, difícil, foi tirar o pessoal da mesa para o próximo destino: EVS Bairrada. 
Ainda houve tempo para uma concorrida aquisição de vinhos na loja do local. Os nosso parabéns à Quinta do Encontro pelo espaço e todo o funcionamento, bem como um agradecimento especial pela forma exemplar como tudo decorreu do primeiro ao último minuto.
A EVS Bairrada decorreu no Centro de Alto Rendimento de Sangalhos, a cerca de 15 minutos da Quinta do Encontro. A primeira agradável sensação é de espaço: consegue-se circular perfeitamente, a acessibilidade aos stands é fácil e a comunicação com os produtores é possível. Claro que estes preferiam mostrar os seus vinhos a muitos milhares de pessoas, mas para o visitante esta sensação é fundamental, fá-lo usufruir mais do evento e querer voltar.
Depois, foi explorar o possível. Espumantes, brancos e tintos não faltaram, consagrados e desconhecidos, Baga, Bical, Maria Gomes e tudo o resto numa região cheia de caráter, qualidade e potencial gastronómico que o país e o mundo podem descobrir e valorizar. Nós já estamos conquistados.
Foi mais uma bela jornada, cheia de momentos pedagógicos e hedonistas. No final do dia sabíamos um pouco mais sobre vinho, fortalecemos laços de amizade e deixámos em Sangalhos uma boa dose de stress. Que mais se poderia pedir?