segunda-feira, 30 de junho de 2014

Jantar janeiro 2014


Janeiro foi um mês de agradáveis regressos. Por um lado, contámos com a companhia dos nossos amigos da Decante Vinhos; por outro, regressámos ao Restaurante O Gaveto, em Matosinhos, que deixou saudades após a estreia em 2012.
Mais uma vez foi um jantar diferente. O nosso amigo Pedro Ferreira desafiou-nos para provarmos vinhos diferentes e estrangeiros do portfolio da Decante, o que aceitámos com imenso gosto e entusiasmo. Em termos globais, fica uma ideia muito importante: uma escolha criteriosa permite-nos ter acesso a vinhos estrangeiros de boa qualidade, sem sacrificar a carteira em valores acima da média. Nesse aspeto, este distribuidor está de parabéns, porque boa relação qualidade/preço foi algo presente no painel do jantar de janeiro. Palavra de agradecimento, também, para o restaurante, que nos recebeu com as simpatia e competência habituais e nos brindou com uma bela refeição.
Afinal o que se bebeu?
Cremant de Bourgogne: um belo espumante Francês, bem fresco e complexo, com as cremosidade e espuma que encontramos muitas vezes nos vinhos efeverscentes daquele país. Final longo, muito bom.
 José Pariente: viagem até Espanha, para provar um Verdejo da Rueda. Uma boa surpresa, de cor citrina, nariz algo perfumado, com notas frutadas e vegetais. Na boca mostrou uma bela frescura, algum corpo e um final médio. Vinho muito agradável, fresco e consensual, sem sacrificar qualidade, muito bom.
Regressámos a França e seguiu-se um Chablis. Foi um dos vinhos mais entusiasmantes da noite, um Chardonnay com o lado mineral e fumado em maior destaque; na boca, frescura, bom corpo, cremosidade e um final longo. Encantou, atingiu a excelência na apreciação global. De salientar o ano: 2009.
Outra casta muito importante nos brancos Europeus é a riesling e da Alsace provámos um Trimbach de 2010. A cor palha e a complexidade dos aromas (enfoque na mineralidade) indiciavam o tempo de garrafa. Na boca, sentimos um vinho fresco, equilibrado, encorpado e com final longo. Excelente.

Chegou a hora de mudar de cor e iniciámos o capítulo tinto com um quebra-cabeças. A cor aberta levantou palpites para Pinot Noir e outras castas menos tintureiras, a acompanhar um perfil frutado e especiado tivemos um corpo mediano e textura algo godurosa. O final era médio. Revelado o vinho, deparámo-nos com um inesperado Ao Contrário, um Tinto Cão da região do Tejo. Muito agradável e surpreendente. Regresso a terras estrangeiras com um Artazuri, feito na região de Navarra, Espanha, com uma casta típica de Nuestros Hermanos, Granacha. Vinho jovem, com cor rubi, aromas frutados e especiados, taninos algo adstringentes, fresco e equilibrado. Final médio, um vinho muito agradável. O fecho dos tintos foi com um Bordéus Cru Monplaisir, muito apreciado. Cor rubi, boa complexidade no nariz, encorpado, fresco e equilibrado. Final médio, muito bom.

Era altura de avançar para as sobremesas, o que aconteceu com o Champanhe Charles la Bele Brut, que mostrou a características típicas da região, como a bela frescura, os aromas a tosta e panificação, as mousse e delicadeza de uma bolha finíssima. Entusiasmou e recolheu a classificação mais elevada, excelente. Mas a região de referência para vinhos de sobremesa em França é o Sauternes, que não faltou. Com a tradicional casta Semillon, provámos o Chateau Les Justices: Cor palha e o típico aroma de frutos secos e a complexidade do estágio da madeira acompanharam um corpo generoso, texturado, sem perder frescura. Final longo, um vinho muito bom.

Foi uma noite diferente, o que devemos aos nossos estimados convidados. O balanço foi muito positivo, resultado do privilégio de experimentarmos esta bela seleção de vinhos, no ambiente alegre e descontraído que continua a caracterizar os nossos jantares (o que os sorrisos na foto não permitem desmentir).

Nome Vinho Ano Tipo Castas Região Produtor Preço Prateleira Nota
Cremant de Bourgogne
Espumante
Ap. Cremant Bourgogne Domaine Bohrman 16,00 € 16
José Pariente 2012 Branco Verdejo Rueda Bodegas José Pariente 9,00 € 16,5
Chablis 2009 Branco Chardonnay Ap. Chablis Controlée Jean Paul & Benoit Droin 15,00 € 17,5
Trimbach 2010 Branco Rieseling Ap. Alsace Controlée F. E. Trimbach 14,00 € 17,5
Ao Contrário 2009 Tinto Tinto Cão Tejo Soc. Agricola Areias Gordas 16,00 € 16,5
Artazuri 2012 Tinto Granacha Navarra Bodegas e Vinedos Artazuri 6,00 € 16
Grand Vin Bourdeux Cru Monplaisir 2010 Tinto Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc Bordeaux SCEA Julie Gonet-Medville 12,00 € 17
Charles Le Bel Brut
Champanhe
Champagne Billecart Salmon 28,00 € 18
Chateau Les Justices 2009 Sauternes Semillon Sauternes SCEA Julie Gonet-Medville 16,00 € 17






sexta-feira, 21 de março de 2014

Jantar dezembro 2013





O jantar de dezembro inspira-se na época festiva, portanto, é reservado a bolhas, sejam champanhes, espumantes, cavas ou outros. A edição 2013 decorreu no restaurante Dália, na Póvoa de Varzim, que teve a amabilidade de nos receber e fê-lo com toda a simpatia e competência. É um local moderno, espaçoso e muito agradável, que apresentou um menu delicioso, aprovado por unanimidade.

O jantar manteve a tradição das versões anteriores. Seja pela época ou pelo tipo de bebida, o facto é que estes nossos encontros de final de ano são muito leves, alegres, bem dispostos. Ficamos com a sensação que as bolhas propiciam este tipo de convívio, pelo seu carácter fresco e, muitas vezes, leve, características que favorecem um ambiente descontraído.

O painel foi bem diversificado, com passagens por França e Itália, mesmo que os espumantes nacionais tenham sido, naturalmente, predominantes. E que bem se portaram os nossos vinhos, com a Murganheira em grande destaque, a pedir meças a um ou outro champanhe, e o Hibernus Vintage a reunir um consenso e aprovação bem acima da média. Não temos por hábito distinguir vencedores, mas, o Veuve Clicquot que provámos deixou os companheiros de degustação bem distantes.

Ficam as impressões dos vinhos, em prova cega de 10 participantes.

Soalheiro rosé: de uma casa referência nos alvarinhos, temos um rosé muito agradável, consensual e com caráter. Mostou cor salmão, aroma vegetal, frutado e floral, boa presença na boca, suave, fresco e equilibrado até ao bom final. Muito bom.


CC & CP Pinot Noir: a parceria entre Carlos Campolargo e Celso Pereira (Vértice) também esteve muito bem. Este espumante 2007 mostra já sinais de evolução, o que acabou por gerar algumas opiniões distintas entre os presentes. No entanto, a qualidade notória foi reconhecida e apreciada pela maioria. De cor salmão, aromas complexos, com nuances frutadas, vegetais, balsâmico e madeira. Fresco, suave e equilibrado, termina médio.

A primeira incursão pela região de Champagne foi com o Cattier Vintage Cuvée Renaissance (um nome pomposo), vinho que se apresentou em bela forma (ano 2005), agradou, embora não tenha sido reconhecido de forma unânime como um champanhe. Com cor citrina, aromas com especiarias, balsâmicos e nuances de madeira, na boca mostrou-se suave, fresco e equilibrado. Final longo, muito bom.

Continuámos a viagem pela Europa, com paragem em Itália para provarmos o seu característico Prosseco. Este Valdobbiadene Garbara Millesimato mostrou-se muito agradável e de perfil amigável, com boa presença de boca e tipo meio-seco. Cor citrina, aromas frutados e com algum anis, bem leve na boca, com frescura e equilíbrio até ao final médio. Um bom spumanti.


O regresso a Portugal foi através de uma região cujos espumantes são cartão de visita: Bairrada. Na mesa esteve um vinho de um dos seus mais conhecidos produtores: Luís Pato. Fazendo juz à sua alcunha de Sr. Baga, elabora um Luís Pato Baga, que compareceu no jantar. Causa logo impacto pela cor avermelhada, que gerou motivo de conversa; depois, as boas frescura e leveza na boca conferem um perfil agradável, consensual. Curiosamente, é um baga com mais notas de frutos vermelhos do que vegetal e terroso, como muitas vezes a casta nos aparece. Feito para agradar, consegue-o, é um bom espumante.

Não é uma marca muito conhecida e demonstra que a abertura para coisas novas pode reservar boas surpresas. Também da Bairrada veio o Hibernus Vintage, um espumante de grande qualidade, que chegou, viu e (con)venceu. Mostrou característica de espumantes de gama mais elevada, com complexidade nos aromas, bolha fina, boa frescura, bem como equilíbrio e elegância globais. Destacou-se pela unanimidade na avaliação, já que as classificações variaram entre 16,5 e 17,5, ou seja, tem qualidade, é reconhecida e agrada na prova. Muito bom, boa surpresa.

Regresso a Champagne, com um vinho clássico: Veuve Cliquot. Por vezes acontece um vinho destacar-se dos demais, marcar aquela diferença de chegar isolado à meta. Este clássico mostrou-se um champanhe de outro campeonato, demonstrou a superioridade desta região face às restantes. Perfil típico de notas tostadas, brioche, com exuberância; boca com volume, crocante, mas delicada; notável equilíbrio na acidez perfeita, final enorme. No entanto, há algo a sublinhar: esta garrafa não veio de uma garrafeira para o evento do 4 HM; esta pérola esteve a fazer o seu percurso na calma de uma garrafeira particular, onde encontrou condições para evoluir, melhorar e apresentar-se num momento de forma inesquecível. Não sabemos ano de colheita ou dégorgement, nem tempo de estágio no produtor ou até em casa, sabemos que foi o vinho da noite e, possivelmente, o vinho de entrada do ano. Essa informação, que permitiria perceber melhor a evolução, teria sido a cereja em cima do bolo. Excelente.

Já tinham passado 7 vinhos pela mesa e ainda faltava a região referência de Portugal: Távora-Varosa. Ao 8º aconteceu, com o Murganheira Touriga Nacional, espumante que já por cá passou 2 ou 3 vezes e manteve uma ótima recetividade pelo grupo. Desta vez foi a colheita 2001 e impressionou pela sua cor, que não mostrou qualquer indício de evolução, pela belíssima frescura e a delicada e elegante bolha fina. Um espumante exemplar nas qualidade, longevidade e prazer na prova. Mereceu aclamação geral, excelente.

Outro caso sério desta casa é o Murganheira Assemblage, resulta de lotes de vários vinhos, com longo estágio no produtor antes de sair para o mercado. Temos assim um espumante com ares de champanhe, com o estágio a mostrar-se nas notas de tosta, frutos secos e balsâmicos. Na boca mostra ótima frescura e uma bolha muito elegante. Complexidade, elegância, grande qualidade, um espumante excelente.
O fecho de festa foi com o Ruinart Brut. Um champanhe que aposta na delicadeza e na subtileza. Os aromas têm sugestões fumadas e de tosta, na boca é fresco e agradável, termina médio. Um champanhe muito agradável, mas claramente prejudicado pela qualidade dos que o antecederam, mais ao gosto dos presentes. Passou pela mesa sem especial entusiasmo. Muito bom.


Nome Vinho Ano Tipo Castas Região Produtor Preço Prateleira Nota
Soalheiro Rosé 2011 Espumante Bruto
Vinhos Verdes VinuSoalleirus 12,50 € 16,5
CC & CP Pinot Noir 2007 Espumante Pinot Noir
Carlos Campolargo e Celso Pereira 25,00 € 16,5
Cattier Vintage Cuvée Renaissance 2005 Champanhe Pinot Noir, Chardonnay Champagne Cattier 40,00 € 17
Valdobbiadene Garbara Millesimato 2011 Prosecco Prosecco Itália Azz. Agr. Grottomirco 8,00 € 15,5
Luis Pato Baga 2010 Espumante Baga Bairrada Luis Pato 7,50 € 15
Hibernus Vintage 2010 Espumante Bruto
Bairrada Maria Rosário Reis Tiago Carvalho 25,00 € 17
Veuve Clicquot Yellow Label
Champanhe
Champagne Veuve Clicquot Ponsardin 40,00 € 18,5
Murganheira Touriga Nacional 2001 Espumante Bruto Touriga Nacional Távora-Varosa Murganheira Vinhos e Espumantes 18,00 € 18
Murganheira Assemblage 1999 Espumante Bruto
Távora-Varosa Murganheira Vinhos e Espumantes 22,00 € 17,5
Ruinart Brut
Champanhe
Champagne Ruinart 43,50 € 16,5

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Jantar novembro 2013



Em novembro de 2013 iniciámos uma fase diferente no que diz respeito a restaurantes. Se até esta data os jantares decorriam no mesmo local, nos próximos eventos teremos maior diversificação. Será uma experiência gira, logo se verá se para durar ou voltar ao conforto da estabilidade. Nesta primeira etapa, estivemos no restaurante O Cangalho, em Vila do Conde, um local pequeno e muito acolhedor, com cozinha tipo tradicional muito bem confecionada, que recolheu uma aprovação entusiástica dos participantes. Parabéns à casa e obrigado por nos ter recebido.
Como habitualmente, o arranque foi com espumantes. Desta vez, foi dose dupla da Quinta da Mata Fidalga, produtor Bairradino. 
Quinta da Mata Fidalga: o entrada de gama, homónimo do produtor, mostrou-se fresco e muito agradável, bem adequado a acompanhar entradas. Notas de prova: cor citrina, aroma delicado, essencialmente frutado, fresco, suave e equilibrado, junta algum vegetal na boca, até ao final curto. 
QMF Reserva Pessoal: um pouco acima, tivemos este Reserva Pessoal, ano 2006, cuja complexidade demonstrou a sua gama, embora os primeiros sinais do tempo já se comecem a notar. Mais versátil, mostra características para acompanhar pratos principais. Notas de prova: cor citrina, aroma complexo, com balsâmicos e notas amadeiradas. Na boca já não mostrava a frescura dos tempos iniciais, termina médio.

O capítulo brancos brancos teve dimensão reduzida, apenas 3.
Começámos com o Pequenos Rebentos Alvarinho, versão 2012, que teve mais uma presença aprovada por unanimidade e aclamação. Aos aromas da casta junta-se um corpo acima da média e uma acidez bem equilibrada, portanto, condições reunidas para agradar e muito. Como complemento, temos um preço competitivo para a qualidade. Notas de prova: cor amarelo palha, nariz frutado e vegetal. Suave, fresco e equilibrado, mostra alguma cremosidade na boca, até ao bom final. Muito bom.

Seguiu-se um vinho das Bodegas Santiago Ruiz, com o mesmo nome, das Rias Baixas, Espanha, que revelou um estilo fácil, agradável, adequado para um consumo descontraído, não propriamente o estilo apreciado pelo painel. Notas de prova: cor amarelo citrino, aromas frutados e vegetais. Fresco, suave e equilibrado na boca, termina médio.
O fecho dos brancos foi entusiasmante, com o Quinta da Rede Grande Reserva. Este duriense, lote de arinto e rabigato, mostrou um equilíbrio superior entre uma boa frescura e os corpo e complexidade com que a passagem por madeira contribuiu. Assim, teve a capacidade de agradar a quem prefere vinhos mais frescos e a quem prefere mais trabalhados. A média coloca-o no patamar da excelência, muito bom para o custo. Notas de prova: cor citrina, aromas balsâmicos e notas do estágio em madeira. Bem fresco, suave e equilibrado, mostra madeira muito bem trabalhada. Termina longo, muito bom.
Se a presença de brancos foi abaixo do habitual, os 5 tintos compensaram, curiosamente 4 deles varietais. 
Iniciámos com o Proibido, nome sugestivo para um vinho do Douro elaborado a partir de vinhas velhas, que mostrou o caráter dos grandes reserva do Douro e um potencial de longevidade assinalável; mereceu aprovação geral. Notas de prova: cor rubi, nariz frutado, floral, balsâmico e nuances amadeiradas. Fresco, encorpado, equilibrado e com taninos redondos, termina longo. Excelente.
Seguiu-se o Gestos, um Malbec da Argentina, que teve uma presença agradável, suave, fácil de gostar, mas não entusiasmou. O preço ao nível dos €10,00 não é nada convidativo, mas tratando-se de um vinho estrangeiro, já sabemos que a lógica deverá ser ajustada. Notas de prova: cor rubi, nariz frutado e vegetal. Na boca, é suave, fresco, equilibrado, tem taninos redondos e termina médio.
Desde 2007, pelo menos, que o Quinta do Vallado Touriga Nacional é associado pelos enófilos a um vinho de grande qualidade. Por cá passou o 2011, ano marcante no Douro, e mais uma vez a qualidade revelou-se, num perfil concentrado, estruturado, mas fresco e elegante: um vinho muito bom. Notas de prova: cor rubi, nariz frutado e com nunces do estágio em madeira. Encorpado, fresco, equilibrado, com taninos redondos, termina longo. Muito bom.

Depois do intervalo em Portugal, nova viagem, desta vez até aos EUA, de onde veio um Cabernet Sauvignon de Napa Valley. Phillipe Lorraine Reserve, de 2005, chegou já polido, apelativo e até sedutor, conquistou-nos com o seu perfil de puro prazer na prova. Notas de prova: cor rubi, aromas especiados, balsâmicos e notas de madeira. Fresco, suave e equilibrado, mostrou taninos evoluídos. Termina longo. Excelente.
De novo do lado de cá do Atlântico, desta vez em Itália, onde na região do Piemonte é produzido o Langhe Nebbiolo, varietal dessa famosa casta local. Lançou-nos numa conversa sobre hábitos e perfis de consumo, já que o vinho fresco e estruturado de 2009 está muito bom, mas no seu país de origem ainda teria uns anos valentes de espera até ser considerado no ponto para beber. Mostrou o caráter especiado da casta, num perfil diferente do Português, mas quase todos reconheceram qualidade e apreciaram este néctar transalpino. Notas de prova: Cor rubi, nariz especiado e com notas de madeira, na boca é suave, equilibrado, com taninos adstringentes. Termina longo, tal como o tempo de vida que tem pela frente. Muito bom.

Nas sobremesas, o Vinho do Porto reinou.
Iniciámos com o Taylor's LBV 1996 que não deixou uma impressão muito positiva. Tudo aponta para ter sido desenhado para consumo rápido, pelo que já mostrava sinais de cansaço e marcas do tempo. Ainda estava agradável, mas no percurso descendente. Notas de prova: cor rubi acastanhado, nariz com notas de geleias. Suave, fresco e equilibrado, termina médio. Agradável.
De uma pequena produção particular, provámos um Vinho do Porto Velho, lote de 2 colheitas 1931/1983. A história é muito diferente, porque esteve à altura da excelência que este tipo de vinhos nos proporciona, num misto de complexidade, corpo e doçura. Notas de prova: cor caramelo, complexo no nariz, com nuances de café e iodo, entre outros. Encorpado, fresco, textura untuosa, termina longo. Um vinho magnético, sedutor, excelente.

Nome Vinho Ano Tipo Castas Região Produtor Preço Prateleira Nota
Quinta da Mata Fidalga 2010 Espumante Chardonnay, Baga, Arinto, Maria Gomes Bairrada Quinta da Mata Fidalga 6,50 € 15,5
Quinta da Mata Fidalga Reserva Pessoal 2006 Espumante
Bairrada Quinta da Mata Fidalga 12,50 € 16
Pequenos Rebentos 2012 Branco Alvarinho Vinhos Verdes Márcio Lopes 8,00 € 17
Santiago Ruiz 2012 Branco
Rias Baixas Bodegas Santiago Ruiz 10,50 € 14,5
Quinta Rede Grande Reserva 2010 Branco Arinto, Rabigato Douro Quinta da Rede 13,00 € 17,5
Proibido 2010 Tinto Vinhas velhas Douro Márcio Lopes 25,00 € 17
Gestos 2011 Tinto Malbec Argentina Finca Flichman 10,00 € 15
Quinta do Valado TN 2011 Tinto Touriga Nacional Douro Quinta do Valado 18,00 € 16,5
Phillipe Lorraine Reserve 2005 Tinto Cabernet Sauvignon Napa Valley Phillipe Lorraine 25,00 € 17,5
Langhe Nebbiolo 2009 Tinto Nebbiolo Piemonte Itália La Spinetta 21,00 € 16,5
Taylor's LBV 1996 Vinho do Porto
Vinho do Porto Flagdate Partnership 13,00 € 15
Vinho Porto Velho 1931/ 1983 Fortificado

Particular
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