quinta-feira, 6 de junho de 2013

Jantar março 2013



A dinâmica dos jantares mensais continua e a diversidade também, o que é deveras estimulante e alimenta a dinâmica atrás referida. Em março, a novidade foi a presença dos vinhos da Quinta Vale da Perdiz (Cistus). Tivemos o prazer de provar 2 vinhos brancos e 3 tintos, que mostraram o caráter e a qualidade do trabalho realizado pelo produtor duriense. Fica uma palavra de agradecimento ao Ricardo Pereira que assegurou a apresentação dos néctares. Outra consequência muito positiva, foi termos a oportunidade de voltar a provar os vinhos Curva, presentes no jantar de julho de 2012 e analisar a evolução. Para completar o quadro, os participantes juntaram-se na compra de alguns vinhos, o que proporcionou presenças de alto gabarito. Assim, com boa disposição, a habitual boa comida do Fusão e bons vinhos, tivemos todos os ingredientes para mais um belo jantar.
A sessão iniciou com um cava, Segura Viudas Gran Reserva, que mostrou frescura, delicadeza e boa presença de boca.
O capítulo brancos começou com o Curva, que se mostrou muito bem após um ano, com a maior suavidade na textura a conquistar os convivas; o primeiro vinho Cistus foi o Superior branco, uma edição limitada totalmente fermentada em barrica, e mostrou a complexidade e o corpo que se esperava, com este perfil a dividir a plateia; voltámos ao Curva, desta vez na versão reserva, que se mostrou em grande forma, já que mantém uma bela frescura a acompanhar uma evolução bem positiva; seguiu-se o Cistus Superior, em que apenas metade do lote fermentou em barrica, o que resultou num vinho mais fresco e frutado que entusiasmou os presentes; o fecho foi com o Redoma Reserva, que trouxe a excelência à mesa.
O capítulo tintos foi totalmente da responsabilidade da Quinta Vale da Perdiz. Iniciámos com o Cistus Reserva, um caso sério de boa relação qualidade/preço, a mostrar caráter duriense e muito boa qualidade; o Cistus Touriga Nacional mostrou-se um grande vinho, profundo, complexo, estruturado e com potencial de evolução em garrafa, um hino à nossa casta rainha; finalmente, o Cistus Grande Reserva mostrou semelhanças com o seu parceiro varietal, no entanto, a arte do lote deu-lhe um toque mais frutado.
O vinho de sobremesa foi uma bela surpresa. Da Alsace veio um fortificado de Gewuztraminer, com uma bela frescura e o lado perfumado cheio de vivacidade. Tudo normal até sabermos o ano de colheita: 2002. Simplesmente impressionante a juventude que o vinho mostra, mais de 10 anos após a colheita. Um fecho com chave de ouro.
Foi um prazer contar com a presença de um convidado exterior ao 4 HM, que fez uma mostra de vinhos de alta qualidade, um deles não comercializado. Renovados agradecimentos ao Ricardo Pereira e parabéns a toda a equipa do produtor pelo trabalho realizado.
Deixamos as habituais impressões sobre os vinhos provados.

Entrada

Segura Viudas: Cor citrina, nariz delicado. frutado. Na boca é bem fresco, suave e equilibado. Final médio para um cava muito bom.



Brancos

Curva: cor amarelo citrino, aroma frutado e vegetal. Fresco, suave e equilibrado, acompanha o que mostrou no nariz e termina médio. Muito agradável. 

Cistus Superior (100% barrica): cor palha, aroma complexo, frutado, mineral, ligeiros balsâmicos e nuances da madeira. Na boca mostra-se encorpado, algo untuoso, fresco e equilibrado. Final longo, para uma apreciação global muito boa.


Curva Reserva: cor amarelo palha, aroma com algum côco, especiarias e mineral. Suave, fresco e bem equilibrado, mantém o perfil até ao final longo. Muito bom. 

Cistus Superior (50% barrica): cor palha, aroma frutado e mineral. Na boca mostra-se suave, fresco e equilíbrio. Final longo, muito bom. 

Redoma Reserva: cor amarelo palha, aroma intenso e complexo, com madeira bem presente, fruta e especiarias. Encorpado, fresco e equilibrado, termina longo. Excelente. 

Tintos

Cistus Reserva: cor rubi, aroma frutado, mineral e com notas de madeira. Encorpado, fresco e com taninos vigorosos, mostra caráter duriense até ao final médio. Boa relação qualidade / preço reconhecida de forma unânime. 

Cistus Touriga Nacional: cor rubi fechada, nariz complexo, profundo, com o lado frutado da casta envolta em nuances do estágio em madeira. Encorpado, fresco, equilibrado, tem taninos redondos e termina longo, elegante, sedutor. Excelente e para durar anos e anos.



Cistus Grande Reserva: cor rubi concentrada, aroma frutado, balsâmico e com notas de barrica. Na boca é encorpado, fresco, equilibrado e com taninos sólidos e envolvidos. Muita identidade dos lotes do douro, muito bom, com belo potencial de longevidade. 

Sobremesa


Trimbach: cor dourada. No nariz exuberante temos notas frutadas e florais, bem amparadas pela barrica. Encorpado, fresco e equilibrado, termina longo. Surpreendeu pela excelente forma e agradou a todos os comensais.


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Nome Vinho Ano Tipo Castas Região Produtor Preço Prateleira Nota
Segura Viudas Gran Reserva 2006 Cava
Cava Segura Viudas
17
Curva 2011 Branco Malvasia Fina, Gouveio Douro Sogevinus Fine Wines 5,00 € 16
Cistus Superior (100% Barrica) 2010 Branco Vinhas velhas Douro Quinta Vale da Perdiz
16,5
Curva Reserva 2010 Branco
Douro Sogevinus Fine Wines 12,00 € 16,5
Cistus Superior (50% Barrica) 2010 Branco Vinhas velhas Douro Quinta Vale da Perdiz
16,5
Redoma Reserva 2011 Branco
Douro Niepoort 30,00 € 17,5
Cistus Reserva 2008 Tinto
Douro Quinta Vale da Perdiz 10,00 € 17
Cistus Touriga Nacional 2008 Tinto Touriga Nacional Douro Quinta Vale da Perdiz 22,00 € 17,5
Cistus Grande Reserva 2008 Tinto Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional Douro Quinta Vale da Perdiz 22,00 € 17,5
Trimbach 2002 Colheita tardia Gewuztraminer Alsace FE Trimbach 30,00 € 18

terça-feira, 14 de maio de 2013

Jantar fevereiro 2013


Após o sucesso do jantar anterior, o de fevereiro aparecia na situação algo ingrata de sucessor. O que aconteceu foi muito interessante: tratou-se de um jantar de tal forma diferente do habitual, que escapou a comparações. Na verdade, a diminuição das presenças e um perfil de vinhos sem antecedentes trataram de o colocar num local próprio. Uma das sensações mais presentes durante a noite foi que as diferenças entre as regiões nacionais são cada vez menos claras. Foi, portanto, um jantar com muitos “murros no estômago”, que nos ajudam a saber mais e a manter a mente aberta para mudar algumas ideias feitas que tenhamos.
Arranque com o espumante da Herdade do Esporão, versão 2010, que mostrou a qualidade que esta casa nos tem habituado noutros vinhos e agradou a todos.
O capítulo brancos foi muito interessante. Teve início com o Grambeira, um Duriense com origem em solos arenosos, que mostra um perfil diferente do habitual na região; seguiu-se o Herdade das Servas, muito apreciado, onde se destacou a boa frescura; numa pequena partida aos presentes o Monte das Servas Escolha (gama abaixo) foi servido depois e teve mais sucesso que o antecessor, com os seus corpo e complexidade a serem muito valorizados. O fecho foi com o Tapada de Coelheiros, que esteve muito bem, agradou e mostrou qualidade bem elevada para o preço.
Nos tintos, marcaram presença Douro e Alentejo. Início com o Churchil Estate, jovem, fresco e frutado, a mostrar-se muito bom e consensual; o reserva da Quinta do Quetzal mostrou a frescura da Vidigueira, que, com a estrutura, nos apontava para o perfil mais nortenho; o Grou Castelão encantou com o seu belo corpo, polimento global e caráter.
O fecho foi com o tawny 10 anos da Dow's, muito jovem e pujante, que agradou.
Ficam as impressões dos vinhos provados por um painel de 8 participantes:

Entrada

Herdade do Esporão: Cor citrina, aroma essencialmente frutado. Fresco, suave e equilibrado na boca, segue o perfil do nariz até ao final médio. Muito bom.



Brancos

Grambeira: Cor palha, nariz frutado e floral. Na boca é fresco, suave e equilibado. Final médio para um vinho bem agradável.

Herdade Servas: cor amarelo citrino, aroma frutado, mineral e algum fumado. Bem fresco, suave e equilibrado, acompanha o que mostrou no nariz e termina médio. Muito bom.



Monte das Servas: cor citrina, aroma frutado, tropical. Na boca mostra algum corpo, frescura e equilíbrio. Bom final, para uma apreciação global muito boa.



Tapada de Coelheiros: cor amarelo citrino, aroma frutado e mineral. Encorpado, fresco, bem equilibrado, mantém o perfil até ao final longo. Muito bom.


Tintos

Churchill State: cor rubi, aroma frutado. Suave, fresco, equilibrado e com taninos redondos, mantém o perfil até ao final médio. Um vinho de agrado geral.

Quinta Quetzal Reserva: cor rubi, nariz complexo, frutado, especiado, floral e balsâmico. Encorpado, fresco, bem equilibrado, taninos redondos e final médio. Muito bom.



Grou Castelão: cor rubi, aroma frutado e com alguma especiaria. Na boca é encorpado, fresco, equilibrado e com taninos polidos. Mantém o perfil até ao final longo. Excelente, um belo vinho.


Sobremesa

Dow's 10 anos: cor caramelo. No nariz frutos secos, alguma marmelada e notas de madeira. Suave, fresco e equilibrado, termina médio. Não deslumbrou, mas o balanço final é muito bom. Algum tempo em garrafa pode ajudar.

Nome Vinho Ano Tipo Castas Região Produtor Preço Prateleira Nota
Herdade do Esporão 2010 Espumante Antão Vaz, Verdelho Alentejo Herdade do Esporão 10,00 € 16
Grambeira 2011 Branco Códega Larinho, Viosinho, Rabigato Douro Frederico Meireles Unipessoal 7,00 € 16,5
Herdade das Servas 2011 Branco Roupeiro, Alvarinho, Roupeiro Alentejo Herdade das Servas 9,50 € 16
Monte das Servas Escolha 2011 Branco Antão Vaz, Arinto, Roupeiro, Viognier Alentejo Herdade das Servas 5,50 € 17
Tapada de Coelheiros 2011 Branco Roupeiro, Arinto, Chardonnay Alentejo Herdade dos Coelheiros 8,00 € 16,5
Churchil Estate 2010 Tinto Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca Douro Churchil Graham 9,50 € 16,5
Quinta Quetzal Reserva 2009 Tinto Syrah, Trincadeira, Alicante Bouschet Alentejo Quinta Quetzal 20,00 € 17
Grou Castelão 2006 Tinto Alfrocheiro, Touriga Nacional, Alicante Bouschet Alentejo Soc. Agric. Vale Joana 20,00 € 17
Dow's 10 anos
Porto Tawny
Vinho do Porto Symington Family Estates 17,50 € 15,5


sábado, 16 de março de 2013

Jantar Janeiro 2013




2013 promete ficar na história como um ano de dificuldades, no entanto, o 4 Horas à Mesa teve um início de ano particularmente bom. Em 31/01/2013 realizou-se o primeiro “ajuntamento” vínico no Fusão Restaurante Lounge. Era difícil ter começado melhor, dado que tivemos momentos de excelência, pedagógicos, de debate e no final, mais uma vez, quase todos saíram do jantar a saber algo mais sobre vinho do que quando entraram. Fica também marcado pela presença de um convidado muito ligado ao mundo do vinho. Tivemos o gosto da presença do Sr. Luís Cândido Silva, proprietário da Garrafeira Tio Pepe, que contribuiu com as suas experiência e capacidade de comunicação para enriquecer tanto as provas como as conversas.
O início foi com bolhas. Primeiro, um Cava que convenceu os presentes, fresco e com carácter foi objecto de aprovação unânime; seguiu-se um Prosecco Bruto, que se revelou um desafio aos convivas, já que o seu perfil diferente colocou-nos todos com dúvidas sobre o que estávamos a beber. Agradável e pedagógico.
O capítulo brancos foi o mais longo, com 6 vinhos para prova. Arranque com um riesling vinificado em Itália, a partir de um clone Alemão, a mostrar a acidez e algumas notas minerais da casta. Seguiram-se brancos nacionais, com presença das 4 regiões mais a norte. Início no Douro, com o Branco da Gaivosa, que apresenta um perfil diferente do habitual na região; descida até ao Dão, onde provámos o Julia Kemper, que convenceu com as suas textura e suavidade; viragem em direcção ao mar, e da Bairrada veio o Nossa Calcário (assinatura de Filipa Pato) que alia a delicadeza da região à complexidade de uma barrica bem trabalhada, a um passo da excelência; rumámos a norte e da região dos vinhos verdes chegou dose dupla do Soalheiro Reserva 2010, em garrafa standard e magnum. Em prova cega, destacou-se a maior concentração da magnum, que recolheu a preferência dos convivas. Foi um momento fascinante e muito pedagógico, que aconteceu completamente por acaso. Foram muitos e bons. Seguiu-se a interrogação: estarão os tintos à altura?
O primeiro tinto foi o Grainha, da Quinta Nova N. S. Carmo, que nos mostrou um genuíno carácter duriense, encorpado e polido, que mereceu aprovação global. Do Alentejo, o Solar dos Lobos Grande Escolha teve mais dificuldades, já que o seu lado texturado e taninoso pedia mais arejamento, mas fica nota de um potencial de longevidade assinalável. Regresso ao Douro com o CM, do produtor CARM, que repetiu presença com o mesmo sucesso: um grande vinho, que convenceu. O fecho foi em grande, com uma magnum de um Quinta do Crasto Vinha da Ponte 1998, a quem foi rendida a homenagem devida a um vinho de excepção e a inevitável aclamação.
O fecho foi com chave de ouro. Da Austrália veio um moscatel fortificado que é quase impossível descrever. Um portento de concentração e equilíbrio, que nos hipnotiza e mostra o que é o topo da excelência.
No final, todos estavam conscientes que se juntou um painel com um nível de qualidade raro nos nossos encontros, pelo que será certamente um jantar para lembrar por muito tempo.
Ficam as impressões dos vinhos provados por um painel de 13 participantes:


Entrada

Cordoniu Raventos: Cor citrina, aroma frutado, vegetal e especiado. Fresco, suave e equilibrado na boca, segue o perfil do nariz até ao final longo. Muito bom.



Prosecco: Cor citrina, aroma frutado e algum mineral. Fresco, suave e equilibrado, termina médio. Um espumante diferente.


Brancos

Riesling: Cor citrina, nariz frutado e mineral. Na boca, destaca-se a frescura, num todo equilibrado e suave. Final médio para um vinho bem agradável.

Branco da Gaivosa: cor amarelo citrino, aroma essencialmente frutado. Fresco, suave e equilibrado, acompanha o que mostrou no nariz e termina médio. Muito agradável.

Julia Kemper: cor citrina, aroma frutado, vegetal e notas de madeira. Na boca mostra bom corpo, frescura e equilíbrio. Bom final, para uma apreciação global muito boa.



Nossa Calcário: cor amarelo palha, aroma frutado e mineral. Encorpado, fresco, bem equilibrado, mantém o perfil até ao final longo. Muito bom.

Soalheiro Reserva: cor amarelo palha, nariz frutado, mineral e com notas do estágio em madeira. Encorpado, acidez vibrante e equilibrado, tem final longo. Um vinho à porta da excelência.

Tintos

Grainha: cor rubi, aroma frutado, floral e nuances de madeira. Encorpado, fresco, equilibrado e com taninos redondos, mantém o perfil até ao final médio. Muito bom.

Solar dos Lobos: cor rubi, nariz complexo, frutado, especiado. Encorpado, fresco, bem equilibrado, taninos com alguma adstringência e longo no final. Muito bom.



CARM CM: cor rubi, aroma frutado, balsâmico e com notas de madeira. Na boca é encorpado, fresco, equilibrado e com taninos bem presentes. Mantém o perfil até ao final longo. Muito bom.

Vinha da Ponte: cor rubi, aroma complexo, ainda com presença de fruta, especiarias e muito mais. Na boca, é muito suave, encorpado, com taninos maduros e equilibrado. Termina longo, numa aprecição global sublime. Um vinho sedutor, irresistível.

Sobremesa



Morris of Rutherglen: cor acastanhada. Aroma super complexo, quase indescritível, que alia uma ligeira memória citrina da casta a notas esmagadoras de caramelo, café, etc... do estágio e evolução. Imenso na boca, com volume e untuosidade e final enorme. Um vinho raro, de nível mundial, sublime.


Nome VinhoAnoTipoCastasRegiãoProdutorPreço PrateleiraNota
Cordoniu Seleccion RaventosCavaXarel lo, Macabeo, ChardonnayCavaCordoniu10,50 €16
Prosecco Valdobbiadene BrutEspumanteProseccoVenetoBiancavigna12,00 €15
Riesling Vigna Costa2010BrancoRieslingOltrepo PaveseBruno Verdi12,00 €15
Branco Gaivosa2011BrancoDouroAlves de Sousa7,00 €15,5
Julia Kemper2011BrancoMalvasia-Fina, EncruzadoDãoJulia Kemper11,00 €16,5
Nossa Calcário2011BrancoBicalBairradaFilipa Pato22,00 €17
Soalheiro Reserva2010BrancoAlvarinhoVinhos VerdesVinuSoalleirus22,00 €17
Soalheiro Reserva (Magunm)2010BrancoAlvarinhoVinhos VerdesVinuSoalleirus22,00 €17,5
Grainha2009TintoTouriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Touriga FrancaDouroQuinta Nova N. S. Carmo12,00 €16,5
Solar dos Lobos Grande Escolha2008TintoAlicante Bouschet, Touriga Nacional, AragonezAlentejoSilveira e outro19,50 €16,5
CM2007TintoTinta Roriz, Touriga Franca, Touriga NacionalDouroCARM30,00 €17
Quinta Crasto Vinha da Ponte Magnum1998TintoDouroQuinta do Crasto18
Morris of Rutherglen Old PremiumFortificadoMoscatelAustráliaMorris Wine19