sábado, 16 de março de 2013

Jantar Janeiro 2013




2013 promete ficar na história como um ano de dificuldades, no entanto, o 4 Horas à Mesa teve um início de ano particularmente bom. Em 31/01/2013 realizou-se o primeiro “ajuntamento” vínico no Fusão Restaurante Lounge. Era difícil ter começado melhor, dado que tivemos momentos de excelência, pedagógicos, de debate e no final, mais uma vez, quase todos saíram do jantar a saber algo mais sobre vinho do que quando entraram. Fica também marcado pela presença de um convidado muito ligado ao mundo do vinho. Tivemos o gosto da presença do Sr. Luís Cândido Silva, proprietário da Garrafeira Tio Pepe, que contribuiu com as suas experiência e capacidade de comunicação para enriquecer tanto as provas como as conversas.
O início foi com bolhas. Primeiro, um Cava que convenceu os presentes, fresco e com carácter foi objecto de aprovação unânime; seguiu-se um Prosecco Bruto, que se revelou um desafio aos convivas, já que o seu perfil diferente colocou-nos todos com dúvidas sobre o que estávamos a beber. Agradável e pedagógico.
O capítulo brancos foi o mais longo, com 6 vinhos para prova. Arranque com um riesling vinificado em Itália, a partir de um clone Alemão, a mostrar a acidez e algumas notas minerais da casta. Seguiram-se brancos nacionais, com presença das 4 regiões mais a norte. Início no Douro, com o Branco da Gaivosa, que apresenta um perfil diferente do habitual na região; descida até ao Dão, onde provámos o Julia Kemper, que convenceu com as suas textura e suavidade; viragem em direcção ao mar, e da Bairrada veio o Nossa Calcário (assinatura de Filipa Pato) que alia a delicadeza da região à complexidade de uma barrica bem trabalhada, a um passo da excelência; rumámos a norte e da região dos vinhos verdes chegou dose dupla do Soalheiro Reserva 2010, em garrafa standard e magnum. Em prova cega, destacou-se a maior concentração da magnum, que recolheu a preferência dos convivas. Foi um momento fascinante e muito pedagógico, que aconteceu completamente por acaso. Foram muitos e bons. Seguiu-se a interrogação: estarão os tintos à altura?
O primeiro tinto foi o Grainha, da Quinta Nova N. S. Carmo, que nos mostrou um genuíno carácter duriense, encorpado e polido, que mereceu aprovação global. Do Alentejo, o Solar dos Lobos Grande Escolha teve mais dificuldades, já que o seu lado texturado e taninoso pedia mais arejamento, mas fica nota de um potencial de longevidade assinalável. Regresso ao Douro com o CM, do produtor CARM, que repetiu presença com o mesmo sucesso: um grande vinho, que convenceu. O fecho foi em grande, com uma magnum de um Quinta do Crasto Vinha da Ponte 1998, a quem foi rendida a homenagem devida a um vinho de excepção e a inevitável aclamação.
O fecho foi com chave de ouro. Da Austrália veio um moscatel fortificado que é quase impossível descrever. Um portento de concentração e equilíbrio, que nos hipnotiza e mostra o que é o topo da excelência.
No final, todos estavam conscientes que se juntou um painel com um nível de qualidade raro nos nossos encontros, pelo que será certamente um jantar para lembrar por muito tempo.
Ficam as impressões dos vinhos provados por um painel de 13 participantes:


Entrada

Cordoniu Raventos: Cor citrina, aroma frutado, vegetal e especiado. Fresco, suave e equilibrado na boca, segue o perfil do nariz até ao final longo. Muito bom.



Prosecco: Cor citrina, aroma frutado e algum mineral. Fresco, suave e equilibrado, termina médio. Um espumante diferente.


Brancos

Riesling: Cor citrina, nariz frutado e mineral. Na boca, destaca-se a frescura, num todo equilibrado e suave. Final médio para um vinho bem agradável.

Branco da Gaivosa: cor amarelo citrino, aroma essencialmente frutado. Fresco, suave e equilibrado, acompanha o que mostrou no nariz e termina médio. Muito agradável.

Julia Kemper: cor citrina, aroma frutado, vegetal e notas de madeira. Na boca mostra bom corpo, frescura e equilíbrio. Bom final, para uma apreciação global muito boa.



Nossa Calcário: cor amarelo palha, aroma frutado e mineral. Encorpado, fresco, bem equilibrado, mantém o perfil até ao final longo. Muito bom.

Soalheiro Reserva: cor amarelo palha, nariz frutado, mineral e com notas do estágio em madeira. Encorpado, acidez vibrante e equilibrado, tem final longo. Um vinho à porta da excelência.

Tintos

Grainha: cor rubi, aroma frutado, floral e nuances de madeira. Encorpado, fresco, equilibrado e com taninos redondos, mantém o perfil até ao final médio. Muito bom.

Solar dos Lobos: cor rubi, nariz complexo, frutado, especiado. Encorpado, fresco, bem equilibrado, taninos com alguma adstringência e longo no final. Muito bom.



CARM CM: cor rubi, aroma frutado, balsâmico e com notas de madeira. Na boca é encorpado, fresco, equilibrado e com taninos bem presentes. Mantém o perfil até ao final longo. Muito bom.

Vinha da Ponte: cor rubi, aroma complexo, ainda com presença de fruta, especiarias e muito mais. Na boca, é muito suave, encorpado, com taninos maduros e equilibrado. Termina longo, numa aprecição global sublime. Um vinho sedutor, irresistível.

Sobremesa



Morris of Rutherglen: cor acastanhada. Aroma super complexo, quase indescritível, que alia uma ligeira memória citrina da casta a notas esmagadoras de caramelo, café, etc... do estágio e evolução. Imenso na boca, com volume e untuosidade e final enorme. Um vinho raro, de nível mundial, sublime.


Nome VinhoAnoTipoCastasRegiãoProdutorPreço PrateleiraNota
Cordoniu Seleccion RaventosCavaXarel lo, Macabeo, ChardonnayCavaCordoniu10,50 €16
Prosecco Valdobbiadene BrutEspumanteProseccoVenetoBiancavigna12,00 €15
Riesling Vigna Costa2010BrancoRieslingOltrepo PaveseBruno Verdi12,00 €15
Branco Gaivosa2011BrancoDouroAlves de Sousa7,00 €15,5
Julia Kemper2011BrancoMalvasia-Fina, EncruzadoDãoJulia Kemper11,00 €16,5
Nossa Calcário2011BrancoBicalBairradaFilipa Pato22,00 €17
Soalheiro Reserva2010BrancoAlvarinhoVinhos VerdesVinuSoalleirus22,00 €17
Soalheiro Reserva (Magunm)2010BrancoAlvarinhoVinhos VerdesVinuSoalleirus22,00 €17,5
Grainha2009TintoTouriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Touriga FrancaDouroQuinta Nova N. S. Carmo12,00 €16,5
Solar dos Lobos Grande Escolha2008TintoAlicante Bouschet, Touriga Nacional, AragonezAlentejoSilveira e outro19,50 €16,5
CM2007TintoTinta Roriz, Touriga Franca, Touriga NacionalDouroCARM30,00 €17
Quinta Crasto Vinha da Ponte Magnum1998TintoDouroQuinta do Crasto18
Morris of Rutherglen Old PremiumFortificadoMoscatelAustráliaMorris Wine19

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Jantar Dezembro 2012




O último jantar do ano foi em 27 de Dezembro e manteve-se o modelo temático de espumantes. Fazer um jantar com este tipo de vinho tem um desafio associado: temperatura. São muitas garrafas, todas para servir frescas e precisam sempre de uns minutos bem gelados antes da abertura. Significa isto que as que chegam mesmo na hora de arranque não se podem libertar das rolhas de imediato. Assim, a ordenação foi mais determinada pela temperatura do que pelo perfil do vinho em si. Nada de grave, a consequência foi termos começado muitíssimo bem.
Cartuxa Reserva 2008 teve honras de abertura, a acompanhar o amuse bouche com a sua qualidade e a mostrar que no Alentejo também há espumantes muito bons. Seguiu-se o Murganheira Vintage, certamente no grupo dos grandes nacionais, e por aqui se vê que o início colocou o nível num patamar bem elevado. O curioso champanhe low cost Philppe Fontaine mostrou a espuma tão característica dos vinhos da região e um perfil delicado, mas no geral não entusiasmou.
Depois da passagem por França, o regresso a Portugal proporcionou mais uma sucessão de espumantes de qualidade. Borga Bruto, complexidade na Bairrada de um produtor de referência (Campolargo); seguido da presença de uma versão tinta de Távora-Varosa, Terras do Demo, que convenceu com o seu equilíbrio; e o Vértice Millésime, Duriense, ombreou com os restantes nomes sonantes nacionais e esteve bem à altura do reconhecimento que tem.
A presença da mítica região de Champagne não tinha terminado, faltava a estrela da noite. Delicado no nariz, não se apresentou de forma ruidosa. Antes esperou pelo momento de mostrar as suas mousse, frescura e equilíbrio para demonstrar que tínhamos no copo algo de especial. O final longo, sedutor, irresistível rendeu-nos ao seu encanto. O Louis Roeder Cristal 2004 passou pelo nosso jantar para abrilhantar a noite e proporcionar um brinde de bom 2013 com um néctar superior.
Para fecho ainda havia o LBV 2008 da Niepoort, que mostrou boa qualidade e um potencial de longevidade acima da média na classe.
O ambiente festivo da época e da bebida estendeu-se aos convivas, no entanto, não deixámos de comentar a qualidade dos espumantes nacionais que bebemos nessa noite: Cartuxa, Murganheira Vintage, Borga e Vértice Millésime são espumantes de nível internacional. Foi um orgulho confirmá-lo.

Ficam as impressões dos espumantes e champanhes provados por um painel de 8 elementos:


Cartuxa Reserva: Cor palha, aroma frutado, vegetal e especiado. Fresco, suave e equilibrado na boca, segue o perfil do nariz até ao final longo. Muito bom.

Murganheira Vintage: Cor citrina, aroma complexo, tostado, frutado e algum mineral. Fresco, equilibrado e com bom volume, termina longo. Um dos preferidos da noite.

Philippe Fontaine: Cor citrina, nariz frutado. Na boca, destaca-se a boa mousse, acompanhada por frescura, num todo equilibrado. Final médio, um champanhe agradável.



Borga Bruto: cor amarelo citrino, aroma complexo, tostado, notas de madeira, balsâmico e vegetal. Fresco e equilibrado, acompanha o que mostrou no nariz e termina médio. Um espumante muito bom.

Terras do Demo: cor rubi, aroma essencialmente frutado. Na boca é bem equilibrado e fresco, com uma textura bem suave, quase cremosa. Final médio, para uma boa apreciação global. Um espumante tinto a manter como referência.


Vértice Millésime: cor amarelo palha, aroma frutado, tostado, madeira e balsâmico. Na boca destaca-se um acidez vibrante, mantendo-se bem equilibrado. Termina médio, para uma apreciação global de muito bom.


Cristal: cor amarelo citrino, nariz delicado, frutado e com notas de panificação. A boca apresenta a espuma tão característica dos champanhes, boa frescura e óptimo equilíbrio. Final longo, para um champanhe de excelência. O vinho da noite.


Sobremesa


Niepoort LBV: cor rubi bem concentrada. Aroma furtado e floral, com a vida de um LBV jovem. Estruturado e fresco na boca, apresenta bom equilíbrio. Os corpo, taninos e acidez que mostra prometem vida longa e evolução muito positiva em cave. Para beber já com decantação ou guardar.


Nome VinhoAnoTipoCastasRegiãoProdutorPreço PrateleiraClass.
Cartuxa Reserva2008EspumanteAlentejoFundação Eugénio Almeida26,00 €16
Murganheira Vintage2005EspumanteTávora-Varosa DOCMurganheira Vinhos e Espumantes25,00 €17,5
Philippe Fontaine2007ChampanheChampagnePhilippe Fontaine14,00 €14,5
Borga Bruto2004EspumanteBairradaManuel Santos Campolargo18,00 €17
Terras do DemoEspumante Tinto BrutoTouriga FrancaTávora-Varosa DOCCoop. Agric. Távora Varosa9,00 €15,5
Vértice Millésime2005EspumanteDouroCaves Transmontanas, Lda15,00 €17
Louis Roeder Cristal2004ChampanheChampagneLouis Roeder150,00 €18,5
Niepoort LBV2008Vinho do PortoVinho do PortoNiepoort11,90 €16


domingo, 23 de dezembro de 2012

Jantar Novembro 2012



Novembro tem 30 dias, parece curto, mas em 2012 expirou numa sexta-feira, pelo que tivemos que aguardar até ao penúltimo dia para nos podermos reunir em novo repasto. Uma noite molhada de Outono, que convidava a um serão no sofá, não demoveu os participantes, 10 entusiastas da bela comida do Fusão e dos contributos vínicos de cada um.
O jantar decorreu num ambiente quase intimista, o que proporcionou algumas reflexões e conversas sobre o próprio clube, como os elementos o sentem e caminhos a seguir. Tudo acompanhado por bons vinhos, claro.
O arranque foi com os habituais espumantes, com a região dos vinhos verdes a contribuir com o primeiro, Côto de Mamoelas, a mostrar-se bem fresco e fino; da Bairrada veio o Kompassus Blanc de Noirs, versão 2009, cujo antecessor passou por cá no jantar de Fevereiro de 2011. Muito bom.
A simpatia da Quinta de Santa Cristina, que nos enviou o portfolio para prova, continuou neste jantar. Tivemos oportunidade de provar um rosé bem guloso, equilibrado pela boa frescura da região, e um branco bem equilibrado e fresco, como esta região nos sabe dar. O capítulo brancos continuou com a surpresa da noite, já que tivemos um Chardonnay dos Açores, inesperado para todos os presentes. Mas a casta branca de eleição de Borgonha ou Chablis não se ficou por aqui, porque para os lados de Baião associa-se ao Avesso e o resultado chama-se Espinhosos, um belo branco da região dos vinhos verdes. Mais perto de Beja, juntou-se ao Arinto e Viognier, repousaram em barricas e originaram o Malhadinha, mais ambicioso e exuberante. O fecho foi com chave de ouro, já que o Curtimenta 2011 trouxe à mesa a excelência de um enorme Alvarinho.
Seguiram-se o tintos, com o Douro a fazer o pleno nos 3 provados. Início com Quinta da Silveira, que no Vale da Vilariça fez um vinho mais focado na elegância do que na concentração; seguiu-se o carácter e a qualidade das vinhas velhas da Quinta dos Frades com o seu Vinha dos Deuses e fechámos com o topo de gama tinto do projecto de Carla Ferreira, Conceito, que contribuiu com mais um momento de excelência no jantar.
Para sobremesa tivemos um Vintage da Quinta do Monte Bravo, que se revelou complexo, misterioso e ainda com capacidade para muitos anos de garrafa.
No final de Dezembro voltaremos para o já tradicional jantar de espumantes, afinal a época é festiva.

Ficam as impressões dos vinhos provados por um painel de 10 elementos (prova cega):

Entrada

Côto de Mamoelas: Cor citrina, aroma frutado e vegetal. Fresco, suave e equilibrado na boca, segue o perfil do nariz até ao final médio. Fresco e muito agradável.
Kompassus Blanc de Noirs: Cor com ligeiro rosado, aroma complexo, balsâmico e frutado. Mousse delicada, fresco e equlibrado na boca, termina médio. Espumante muito bom.


 Quinta Santa Cristina rosé: Cor rosa pálido, nariz com frutos vermelhos. Na boca, apresenta corpo bem constituído para o género e mais frutos docinhos, suportados por boa frescura. Final médio. Um vinho agradável, indicado para os mais gulosos.


Brancos

Quinta Santa Cristina: cor amarelo citrino, frutado no aroma. Bem fresco, corpo médio e equilibrado, acompanha o que mostrou no nariz e termina médio. Um bom vinho, muito agradável.

Quinta Jardinete: cor amarelo palha, aroma essencialmente frutado, com algum vegetal. Corpo médio, suave e fresco na boca, mostra bom equilibrio. Final médio, para uma boa apreciação global.

Espinhosos: cor amarelo palha, aroma frutado, floral e algum mineral. Corpo suave com algum volume e fresco, mostra um equilíbrio muito bom. Final médio, para um vinho muito bom.

Malhadinha: cor amarelo palha, nariz complexo, frutado, balsâmico e com nuances do estágio em madeira. Encorpado e quase cremoso, apresenta-se fresco e equilibrado. Final longo, um vinho à porta da excelência.

Curtimenta: cor amarelo palha, nariz intenso, frutado, floral e mineral. Encorpado, mostra uma belíssima acidez vibrante e um óptimo equilíbrio. Final longo e muito persistente, um alvarinho de topo.


Tintos

Quinta da Silveira: cor rubi, aroma frutado e floral. Suave, equilibrado e com taninos redondos, termina médio, com o perfil do nariz. Um Douro elegante, muito bom

Vinha dos Deuses: Cor rubi, nariz frutado, especiado e com notas do estágio em madeira. Corpo médio, fresco, equilibrado e com taninos redondos, acompanha o perfil do nariz até ao final longo. Muito bom, boa opção para o preço.


Conceito: Cor rubi, nariz complexo, frutado, floral, alguma especiaria e notas de madeira. Encorpado, fresco, com taninos redondos e bem envolvidos. Equilibrado, temina longo e sedutor. A excelência do princípio ao fim.


Sobremesa

Quinta do Monte Bravo: cor rubi com sinais de evolução, aroma complexo ainda com alguma fruta. Encorpado, fresco, com taninos redondos, mas ainda presentes, termina muito bem. Um Vintage enigmático, para apreciadores de degustações quebra-cabeças.

 


Nome Vinho
Ano
Tipo
Castas
Região
Produtor
Preço Prateleira
Class.
Côto de Momelas2009EspumanteAlvarinhoVinhos VerdesProvam12,00 €15,5
Kompassus Blanc de Noirs2009EspumanteBaga, Touriga Nacional, ArintoBairradaKompassus Vinhos, Lda14,00 €16,5
Quinta Sta. Cristina2011RoséVinhos VerdesGarantia das Quintas3,50 €14
Quinta Sta. Cristina2011BrancoVinhos VerdesGarantia das Quintas5,00 €14,5
Quinta Jardinete2011BrancoChardonnayRegional AçoresKristina Topic Rebelo17,00 €16
Espinhosos2011BrancoAvesso, ChardonnayRegional MinhoA&D Investimentos6,80 €16,5
Malhadinha2010BrancoArinto, Viognier, ChardonnayRegional AlentejanoHerdade Malhadinha Nova18,00 €17
Curtimenta2011BrancoAlvarinhoVinhos VerdesAnselmo Mendes Vinhos, Lda22,00 €17,5
Quinta da Silveira Reserva2008TintoTouriga Nacional, Touriga Franca, Tinta RorizDouroSoc. Agrícola Vale da Vilariça8,00 €16
Vinha dos Deuses2008TintoVinhas velhasDouroFracastel Comércio Vinhos15,00 €16,5
Conceito2007TintoDouroVitivinícola Carla Ferreira, Unipessoal27,50 €17,5
Quinta do Monte Bravo Vintage2000Vinho do PortoVinho do PortoFrancisco José Márcio Rodrigues45,00 €17