domingo, 20 de novembro de 2011

Jantar Outubro 2011

Não há outra forma possível de começar um post sobre este jantar, que não seja a referência ao regresso do 4 HM ao Fusão Restaurante Lounge. Depois da pausa de Agosto e uma passagem pelo The Yeatman em Setembro, o modelo mais tradicional de convívio – entre membros e com o vinho – já despertava grande apetite.
O arranque das hostilidades foi de tal forma adequado, que até parecia planeado para comemorar este regresso: um belo champanhe Ruinart, que conquistou todos os presentes.

Seguiram-se brancos de bom nível, onde se destacou um exemplar do Dão,  a mostrar que esta região merece mais atenção ao que por lá se produz. Com muita satisfação, voltamos a classificar o capítulo de tintos como muito bom, o grupo que estava com mais dificuldade em arrancar - não estava em causa provar apenas topos de gama, mas passámos um período mais difícil nos aspectos qualidade e condições de consumo. Aqui, o Douro brilhou com duas estrelas. O fecho foi com um generoso que surpreendeu e "fintou" alguns convivas, face à qualidade apresentada por um Porto entrada de gama. Após a ordem do dia, ainda houve tempo para um brinde de aniversário ao 4 Horas à Mesa, que completou em Setembro o seu primeiro aniversário. Parabéns a...nós e muitos anos de vinho.



Em Novembro estaremos de regresso, com perspectivas de um jantar com novidades. Estamos a trabalhar para que os planos se concretizem.
A finalizar, as nossas impressões sobre os vinhos provados (prova cega):

Entrada

Ruinart Blanc de Blancs: Cor amarelo citrino, aroma mineral e floral. Fresco, suave e equilibrado na boca, mostra algum volume e pujança; o carácter mineral e floral acompanha-nos até ao final médio. Muito bom.

Vinha da Defesa (rosé): rosado na cor, o nariz apresenta notas frutadas e florais, que acompanham uma presença de boca fresca, suave, equilibrada, com final médio. Uma bebida agradável.



Brancos

Vinha da Defesa: cor amarelo palha, nos aromas predomina o floral, com alguma fruta. Com boa acidez e encorpado, mostra-se equilibrado, acrescentando notas de madeira e minerais até ao final médio. Um vinho de 2009 que evoluiu muito bem e ganhou alguma complexidade, mostrou-se em boa forma e proporcionou um momento muito interessante. Bom vinho.

Vila Régia: cor amarelo citrino, aroma frutado e floral. Suave e fresco na boca, o equilíbrio não estava perfeito. Final um pouco curto, com o perfil do nariz. Bebida agradável.

Julia Kemper: Cor amarelo palha, o nariz já apresentava complexidade, com aroma balsâmico, frutado, floral e mineral. Encorpado e equilibrado, apresenta uma acidez vibrante, numa presença de boca que acrescenta um traço vegetal ao perfil do nariz, até ao final longo. Um vinho muito bom, que se destacou claramente nos brancos provados.

BD (Branco Doce): Cor amarelo palha, aromas de madeira e floral. Encorpado, acidez média, o seu perfil marcadamente doce torna-o um pouco desequilibrado. Algum vegetal na boca diferencia-o do nariz, até ao final médio. Um estilo não consensual, que despertou opiniões diferentes, naturalmente.

Tintos

Quinta do Vesúvio: cor rubi, aroma frutado, mineral e notas do estágio em madeira, Na boca apresenta-se encorpado, fresco, equilibrado, uma bela estrutura e taninos redondos, com algum balsâmico a juntar-se a frutos vermelhos primorosos. Culmina com um final longo e distinto. O primeiro momento de excelência no jantar.

La Fouret Rouge: Cor rubi, nariz frutado, floral e balsâmico. Suave, equilibrado, com taninos redondos, acompanha o perfil do nariz até um final médio. Um vinho muito agradável.

Quinta da Sequeira: Violáceo na cor, aroma frutado, floral e com algumas notas de madeira. Encorpado, com uma acidez vibrante para tinto, taninos redondos, tudo numa estrutra que promete longevidade e evolução brilhante. O final longo é apenas o desenlace esperado do outro momento de excelência da noite.

Lacrau: Cor violácea, apresenta nariz com alguma complexidade, onde se destacam aromas frutados, florais, minerais e de madeira. Suave e equilibrado, os taninos redondos conferem-lhe alguma elegância que proporcionam uma prova muito agradável, até ao final longo. Um vinho apontado para a elegância, que foi consensual e fechou muito bem o painel de tintos. Muito bom.



Sobremesa

Porto Ferreira: cor ambarina, aroma frutado, alguma especiaria e madeira. Encorpado, apresenta-se fresco e equilibrado até ao final médio e suave. Um Porto muito equilibrado e “afinado”, cujo prazer na degustação originou classificações muito interessantes.


Nome Vinho
Ano
Tipo
Castas
Região
Produtor
Preço Prateleira
Class.
Ruinart Blanc de BlancsChampanheChardonnayChampagneRuinart60,00 €17,5
Vinha da Defesa2010RoséAragonez, SyrahReg. AlentejoHerdade do Esporão5,00 €14
Vinha da Defesa2009BrancoArinto, Antão Vaz, RoupeiroReg. AlentejoHerdade do Esporão5,00 €15,5
Vila Régia2010BrancoMalvasia Fina, Gouveio, Viosinho, Códega LarinhoDouroSogrape Vinhos5,00 €15
Julia Kemper Organic2009BrancoMalvasia Fina, EncruzadoDãoJulia Kemper10,00 €17
BD Branco Doce2010BrancoSémillon, Sauvignon BlancReg. AlentejoTiago Cabaço Wines8,00 €15
Quinta do Vesúvio2007TintoTouriga Naciona, Touriga Franca, Tinta AmarelaDouroQuinta do Vesúvio45,00 €17,5
La Fouret Rouge2006TintoSyrah, Cabernet SauvignonAp. Frouton Cont.Chateau La Fouret15,00 €15,5
Quinta da Sequeira Grande Reserva2007TintoTouriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Tinta BarrocaDouroMário Jorge Eugénio Monteiro30,00 €17,5
Lacrau Vinhas Velhas2009TintoVinhas velhasDouroG & R Consultores15,00 €17
Ferreira TawnyPorto TawnyVinho do PortoSogrape Vinhos5,00 €16

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Jantar vínico no The Yeatman

Em Setembro, o 4 Horas à Mesa decidiu-se por uma actividade diferente. O nosso local, classificado por alguém, de culto estava encerrado, pelo que na última quinta-feira do mês fomos jantar ao The Yeatman. Não é novidade para quem acompanha a realidade do vinho que este hotel realiza, todas as semanas, um jantar vínico em parceria com produtores de todo o país. Desta vez o produtor convidado foi Lavradores da Feitoria.
A recepção dos participantes ocorreu num belo espaço exterior, com uma vista espantosa para o Rio Douro e as ribeiras de V.N. Gaia e Porto. Logo aí tivemos oportunidade de provar o Sauvignon Blanc 2010, fresco e com o carácter vegetal que se espera da casta, muito bem feito.
O capítulo principal estava reservado para a sala onde decorreria o jantar. O desfile de provas iniciou com o Meruge Branco 2010, um vinho feito de Viosinho com estágio em madeira, que conquistou os membros presentes no jantar. Os seus corpo, frescura e equilíbrio foram as características que mais se destacaram. O homónimo em versão tinto também mostrou qualidade bem elevada, com a Tinta Roriz a dominar um lote igualmente com estágio em madeira, que se destacou pela elegância, taninos finos e frescura muito agradável. O vinho da noite veio logo a seguir: uma edição especial de Tinto Cão, que nos levou até à excelência através de um vinho complexo nos aromas, acidez excelente para tinto, taninos redondos, elegante, cheio de fruta, força e personalidade. Inesquecível. O fecho das provas ocorreu com o futuro Grande Escolha 2008, que se mostrou cheio de força e pujança, a prometer muito para quem tenha paciência para o guardar algum tempo. Qualidade e com tempo pela frente.
O café foi servido no bar, onde a maior liberdade de movimentos propiciou um convívio entre os presentes que jantaram em mesas diferentes. Foi altura de conhecimentos, reconhecimentos e encontros à volta do vinho. Difícil mesmo foi sair, porque, como é sabido, a conversa é como as cerejas.
Não podemos deixar de apresentar os parabéns ao The Yeatman, pela beleza do espaço, a simpatia e o profissionalismo demonstrado; bem como ao produtor, pela qualidade dos vinhos.
Em Outubro regressamos ao Fusão, para os jantares no modelo habitual do 4 HM.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Jantar Julho 2011



28 de Julho foi o dia do jantar mensal do 4 Horas à Mesa, no Fusão Restaurante Lounge. No evento anterior decidimos que seria um jantar temático: brancos 2010. Para variar um pouco o palato, a hipótese de levar uns vinhos de entrada ou sobremesa ficou em aberto.
Contámos com a presença de 10 amigos do vinho, que asseguraram 11 provas. E que bem começaram as provas, com um espumante de grande qualidade (Jacob's Creek), seguido de um congénere que também esteve muito bem, ambos com óptima relação qualidade/preço. O painel de brancos foi verdadeiramente excitante, com diversidade regional, de estilos e de pontuações.  Degustou-se um bom arinto de Bucelas, um belo alentejano, uma das estrelas dos vinhos verdes, mas foi o Douro a região mais representada. Influência da localização física do nosso clube? Para recordação, fica a qualidade média elevada dos vinhos em prova, bem como um acontecimento inédito no 4 HM: houve um vinho repetido. Repetiu-se, mas com grande nível. Afinal, quem ficaria triste por ter 2 garrafas de Redoma 2010 para beber? Se este facto, por si só, ficaria na memória, não foi o único que caracterizou a prova deste néctar. Com provas 100% cegas, uma questão salta logo para a ponta da língua: alguém identificou o segundo como sendo igual ao anterior (foram provados de forma consecutiva)? Não, o que proporcionou conversa para o resto da noite. Por coincidência, as duas garrafas apresentavam características um pouco diferentes. A primeira com um perfil mais intenso nos aspectos aromático e gustativo; a segunda com uma acidez acutilante, que se destacou face aos aromas menos exuberantes. Como explicar? Quanto ao encerramento das provas, basta dizer o nome do vinho: Domingos Soares Franco Colecção Privada, Moscatel de Setúbal 1999.
Foi um jantar muito animado, como o habitual, com vinhos que nos proporcionaram óptimos momentos de prazer, aprendizagem, surpresas e conversas estimulantes. Em Agosto, o 4 HM vai de férias, mas em Setembro estaremos de regresso com previsíveis imensas saudades deste momento mensal que o clube nos proporciona. Ficam as nossas impressões e classificações dos vinhos provados, todos em prova cega.


Espumantes:

Jacob s Creek: Cor citrina, aroma vegetal, balsâmico e mineral. Suave, fresco e equilibrado, acompanha o perfil do nariz até ao final médio Um espumante muito bom;
Mural: Cor citrina, aroma frutado, balsâmico e mineral. Na boca, caracteriza-se pela boa mousse, frescura e equilíbrio. Final médio, mesmo perfil do nariz, num espumante muito bom.

Brancos:

Prova Régia Premium: Cor amarelo palha, nariz com carácter frutado e floral. Suave e fresco na boca, confirma o que mostra no nariz. Termina médio, para um vinho muito agradável. Foi servido numa temperatura um pouco acima do ideal, o que o pode ter prejudicado;
Vallado: Cor amarelo palha, com notas vegetais, florais e frutadas no nariz. Na boca mostra-se suave, fresco e equilibrado, sem perder a fruta, as flores e o vegetal. Termina médio, numa apreciação global bem agradável;
Revolta: Cor amarelo palha, no nariz mostra o estágio em madeira, mas sem ofuscar a fruta. Já apresenta um corpo médio e boa acidez, o que resulta num vinho equilibrado, que acrescenta um toque de manteiga à fruta e tosta do nariz. Termina médio, para uma classificação global de muito bom;
Soalheiro Primeiras Vinhas: Cor citrina, a complexidade do nariz exalou aromas da família vegetal, mineral e fruta de uma pureza notável. Na boca temos um vinho encorpado, com bela acidez e confirmação do que mostrou no nariz. Termina muito bem, é um belíssimo vinho;
Altano: Cor citrina, dominado por fruta muito pura, acompanhada por notas cítricas e de anis. Suave na boca, é fortíssimo numa acidez vibrante e no equilíbrio. O meio palato acompanha o nariz, num registo afinado e sedutor. O final médio não compromete uma apreciação global muito agradável. Um vinho que conquistou a esmagadora maioria dos convivas e impressionou com a sua relação qualidade/preço;
Guadalupe Selection: Cor amarelo palha, nariz frutado, com notas vegetais e de madeira. Apresenta-se suave, fresco e equilibrado na boca, mantendo o perfil até ao final médio. Globalmente, um vinho muito bom;
Redoma: Cor amarelo palha, muito personalizado apresenta um nariz com aroma frutado, balsâmico e alguma madeira. Na boca temos um vinho encorpado, com acidez vibrante e equilibrado. Termina muito bem. A prova foi entusiástica e a excelência do vinho foi reconhecida por todos;
Redoma: Face à repetição, vamos apenas sublinhar o referido acima, ou seja, esta segunda garrafa apresentava uma acidez ainda mais marcante e uma ligeira diminuição na concentração dos aromas e palato. No entanto, a estrutura base está lá e manteve um nível muito elevado.

Generoso:

Domingos Soares Franco Colecção Privada: Cor dourada, aromas balsâmicos e do estágio em madeira acompanham os incontornáveis citrinos, mel e frutos secos. Vinho naturalmente muito encorpado, com uma boa acidez que proporciona um equilíbrio desejável. O palato segue o nariz até ao bom final. Globalmente, estamos perante um vinho muito bom.



Nome VinhoAnoTipoCastasRegiãoProdutorPreço PrateleiraClass.
Jacob's Creek Brut Cuvée Espumante Chardonnay, Pinot NoirAustráliaJacob's Creek12,00 €17
Mural Reserva Bruto EspumanteBaga, Bical, Maria Gomes Soc. Quinta do Portal4,50 €15,5
Prova Régia Premium2010BrancoArintoBucelasCompanhia das Quintas4,00 €15,5
Vallado2010BrancoArinto, Gouveio, Rabigato e ViosinhoDouro DOCQuina do Valado, Soc Agrícola Lda5,00 €14,5
Revolta2010Branco Douro DOCQuinta da Revolta10,00 €16
Soalheiro Primeiras Vinhas2010BrancoAlvarinhoVinhos Verdes DOCVinusSoalleirus15,00 €17
Altano2010BrancoViosinho, Malvasia Fina, Moscatel GalegoDouro DOCSymington Family Estates4,50 €17
Guadalupe Selection2010BrancoAntão VazRegional AlentejanoQuinta Quetzal7,50 €16
Redoma2010BrancoRabigato, Códega Larinho, Arinto, Gouveio, ViosinhoDouro DOCNiepoort Vinhos, SA12,00 €18
Redoma2010BrancoRabigato, Códega Larinho, Arinto, Gouveio, ViosinhoDouro DOCNiepoort Vinhos, SA12,00 €17
DSF Colecção Privada1999Moscatel de SetúbalMoscatel RoxoPenínsula de SetúbalJosé Maria Fonseca18,70 €16,5

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Jantar Junho 2011




Novo mês, novo jantar do 4 HM. Um jantar cheio de emoções fortes, diversificadas e até contraditórias.
O período de organização decorreu sob um estado de espírito de enorme satisfação, com a perspectiva de termos 2 convidados marcantes, apenas ensombrado por algumas ausências de membros do clube, que, assim, iriam perder um dos momentos mais altos desde a criação do mesmo. E assim foi até dia 29.
Dia 30 começa com a informação da ausência forçada, por motivos profissionais, de um dos convidados (Eng. Anselmo Mendes), citando alguém: “o chamado murro no estômago”. Ao longo do dia acontecem mais algumas desistências e chegámos ao Fusão Restaurante Lounge com o panorama num nível médio, mas, ainda assim, com expectativas de um evento melhor do que o habitual. Mas as coisas não ficariam assim, em cima da hora temos a desistência do 2º convidado e de mais 2 membros – o jantar seria com 8 participantes. Aqui a frustração teve o seu momento, mas foi breve. Provou-se o espumante e logo nos concentrámos nos aspectos positivos: o Eng. Anselmo Mendes teve a delicadeza de nos fazer chegar os vinhos que pretendia trazer e a qualidade das provas estava garantida; por outro lado, o número mais reduzido de participantes iria permitir uma degustação mais pausada, logo, com maior usufruto dos néctares.
A partir daqui é fácil: os vinhos fizeram a noite. Um espumante de nível elevado, os brancos entre a surpresa de um vinho abaixo de €2,00 e um alvarinho de topo, a melhor noite de tintos da história do clube (um deles de excelência) e grandes vinhos de sobremesa. Muito bom. Uma palavra de agradecimento ao Eng. Anselmo Mendes que contribuiu com 50% dos vinhos que constituíram a melhor noite de tintos.
Depois da história revelada, que até acabou bem - embora se esperasse o óptimo – cá ficam as impressões sobre os vinhos (prova cega):

Espumante:

Encontro – Cor citrina, aroma frutado, flora e mineral, boa mousse, fresco e equilibrado. Final médio, mesmo perfil do nariz, num espumante muito bom.

Brancos:

Uvas Douradas – Cor esverdeada, nariz vegetal, floral e balsâmico. Na boca é suave, fresco e equilibrado. Termina médio, para um vinho agradável. Destacou-se pela relação qualidade/preço;
Muros de Melgaço – Cor amarela, com notas vegetais, florais, frutadas e de madeira no nariz. Com belo corpo crocante e equilibrado, destaca-se ainda pela sua belíssima acidez vibrante. Final longo, com uma opinião global de muito, muito bom.

Tintos:

Beaujolais Noveau – Cor rubi de intensidade média, aromas de frutos vermelhos bem docinhos (em rebuçado). Suave na boca, com taninos bem finos e redondos, apresenta um perfil fresco e equilibrado. O final é um pouco curto, mas a apreciação global é de uma bebida agradável;
Quinta do Perdigão – Cor rubi bem intenso, aroma complexo, com frutos vermelhos, floral, madeira e balsâmico. Taninos ainda pujantes, num vinho encorpado e com boa acidez, embora um pouco alcoólico. O final é longo, segue o perfil do nariz, numa apreciação global de muito bom.
Vinha dos Deuses – Cor violácea, nariz complexo com frutos vermelhos, floral e notas de madeira bem casada. Vinho encorpado, equilibrado e fresco, com taninos ainda com ligeira adstringência (sem comprometer a suavidade). Termina longo, muito bom.
Quinta dos Frades – Cor rubi com nuances violáceas, nariz complexo e personalizado com um aroma brilhante de frutos vermelhos, acompanhados de notas de madeira, flores e balsâmicos. Encorpado, equilibrado, fresco e estruturado, tem uns belos taninos. A boca acompanha o nariz com uma elegância superior, até ao final longo de um vinho de excelência.

Sobremesa:
Chateau Fontebride – Cor dourada, nariz floral, mineral e notas de estágio em barrica. Na boca mostra o seu corpo untuoso, acompanhado de uma bela acidez, num conjunto equilibrado. Termina muito bem, numa apreciação global excelente.
Campbell’s Classic Tokay – Caracterizar este vinho é um desafio à imaginação. Cor escurecida, próxima de caramelo, o nariz único e complexo era uma fonte de aromas à volta de marmelada, geleias, compotas e por aí adiante. Seguia-se um verdadeiro néctar na boca, com um corpo untuoso, redondo, boa acidez, um equilíbrio notável, a culminar num grande final. Enfim, um vinho sublime, impressionante, de classe mundial.
Quinta da Revolta – Cor grená bem intensa, nariz frutado, com notas balsâmicas e de madeira, na boca apresenta-se encorpado, fresco e com taninos redondos, num todo equilibrado. Termina longo, cheio de fruta, é um Vinho do Porto excelente.


Nome Vinho
Ano
Tipo
Castas
Região
Produtor
Preço Prateleira
Nota
Encontro2006Espumante BrutoBical, Arinto, Maria GomesBairrada DOCQuinta do Encontro7,00 €16,5
Uvas Douradas2010BrancoBical, Maria GomesBairrada DOCAgeda Coop. Cantanhede1,59 €15
Muros de Melgaço2010BrancoAlvarinhoVinhos Verdes DOCAnselmo Mendes Vinhos, Lda15,50 €17
Beaujolais Noveau2010TintoGamayBeaujolais ABCBrochard Pére & fils9,00 €15
Quinta Perdigão Reserva2005TintoTouriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen, AlfrocheiroDão DOCJosé Joaquim Silva Perdigão17,00 €16,5
Vinha dos Deuses2008TintoVinhas velhasDouro DOCFracastel Comércio Vinhos14,00 €16,5
Quinta dos Frades Grande Reserva2008TintoVinhas velhasDouro DOCFracastel Comércio Vinhos25,00 €18,5
Chateau Fontebride2005SauterneSemillonSauternes ASCChateau Fontebride23,00 €17,5
Campbells Classic Tokay Generoso Rutherglen - AustráliaCampbell Wine 18,5
Quinta Revolta2009Porto Vintage Douro DOCVeredas do Douro, soc. Agrícola35,00 €18